//António Ramalho afasta venda do Novo Banco e injeção única

António Ramalho afasta venda do Novo Banco e injeção única

António Ramalho, presidente executivo do Novo Banco, afastou esta quarta-feira a possibilidade de vir a ser feita uma última injeção única de capital no Novo Banco, bem como a eventual venda da posição da Lone Star, acionista com 75% do capital.

Ouvido hoje nas Comissões de Orçamento e Finanças e de Economia, o banqueiro salientou que a crise provocada pela epidemia de coronavírus, que levou à declaração de estado de emergência no país, lançou muitas incertezas sobre o futuro.

O Novo Banco pediu ao Fundo de Resolução mais 1.037 milhões de euros de capital relativamente ao exercício de 2019. O banco teve um prejuízo de 1.059 milhões de euros no ano passado.

O banco ainda tem cerca de mil milhões de euros que pode pedir ao Fundo de Resolução.

“Não há injeção única” disse António Ramalho aos deputados. Questionado pelo deputado do Partido Comunista, Duarte Alves, sobre se o Novo Banco iria esgotar o valor do mecanismo de capital contingente, de 3,89 mil milhões de euros, António Ramalho disse: “Essa incógnita é enorme”.

O Novo Banco já utilizou 2,9 mil milhões de euros do montante disponível do mecanismo.

Ramalho também pôs de lado uma venda do Novo Banco ao afirmar que acionista a Lone Star mostrou que está comprometida com o sistema bancário português.

O banqueiro esteve esta quarta-feira em audição nas Comissões de Orçamento e Finanças e de Economia, que tem estado a ouvir responsáveis dos cinco maiores bancos sobre a concessão de crédito a empresas e moratórias.

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