//Associação diz que fecho de discotecas fomenta festas ilegais e aumento de contágios

Associação diz que fecho de discotecas fomenta festas ilegais e aumento de contágios

“Mais uma vez, o Governo segue ao sabor do vento e deixa para trás um rasto de destruição nunca visto, tomando medidas sem consultar o setor”, afirmou José Gouveia à agência Lusa, após o anúncio da antecipação do encerramento de discotecas e bares para o dia 25, no âmbito das novas medidas para conter a propagação da covid-19.

Para o presidente da Associação de Discotecas Nacional (ADN), está em risco a recuperação de discotecas e bares, que fizeram “investimentos de milhares de euros”, assumindo “despesas de testagem, de técnicos de saúde para que os seus clientes pudesse ter acesso” a estes espaços, e que agora são obrigados a encerrar.

O porta-voz do setor critica ainda que a medida tenha sido anunciada “em cima do acontecimento”, quando “já estão compras feitas, quando já há contratações feitas e já com bilhetes vendidos”, acrescentando não ter dúvidas de que “haverá eventos de passagem de ano”.

“Abriu neste momento a caça às festas ilegais”, sublinhou José Gouveia, alertando que nessas festas, ao contrário do que acontecia nas discotecas, “não haverá qualquer controle de entrada, nem verificação de controles de testagem”.

Do ponto de vista do empresário, a medida anunciada hoje pelo primeiro-ministro, António Costa, vai “abrir espaço, exatamente como aconteceu no ano passado, para um aumento dos contágios por via das festas ilegais e dos ajuntamentos ilegais, sem qualquer tipo de controle”.

O encerramento destes espaços de diversão noturna no território continental estava já previsto para a denominada “semana de contenção de contactos”, definida pelo Governo para o período entre 02 e 09 de janeiro de 2022, após o Natal e a passagem do ano.