Miguel Maya, presidente executivo do Millennium BCP, defendeu ontem que se deve encontrar um novo modelo para pagar os custos da resolução do BES.
“Não ponho em questão aquilo que foi feito. Era preciso garantir a estabilidade. Nada é definitivo e é altura de se pensar em reabrir e encontrar um modelo mais justo e esse modelo mais justo, que não pode penalizar os contribuintes portugueses”, afirmou, à margem da 4ª Money Conference promovida pelo Dinheiro Vivo, TSF e EY.
“Não estou a endossar a responsabilidade para os contribuintes portugueses. Mas gostaria que esse custo, esse fardo fosse partilhado por todas as entidades que comercializam e que concorrem com os bancos portugueses”, adiantou.
O CEO do BCP comentou ainda a evolução das contas do banco, que registou nos nove meses de 2019 os melhores resultados em 12 anos. “O BCP está em condições de ser um banco que cria valor para a sociedade”, afirmou.
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