//Fitch mantém rating e perspetiva para dívida portuguesa

Fitch mantém rating e perspetiva para dívida portuguesa

Foi um balde de água fria nas expectativas mais otimistas para a avaliação da dívida soberana. A Fitch manteve tudo igual: a notação e a perspetiva (outlook).

Quando, em maio, a agência de notação financeira subiu a perspetiva de “estável” para “positiva”, tudo parecia indicar que na revisão de novembro pudesse subir a avaliação em pelo menos um patamar (para BBB+), mas nada mexeu.

A notação está ombro a ombro com a italiana (também BBB), apesar do prémio de risco inferior. E o mesmo acontece com a dívida de Espanha que tem uma avaliação de A-, mas o prémio de risco é mais favorável a Portugal. É certo que a dívida pública portuguesa está acima da espanhola e isso também conta na avaliação.

O Ministério das Finanças está confiante em próximas avaliações que só vão ocorrer no novo ano. “Depois de a DBRS ter decidido, em outubro, aumentar a notação da República, as principais agências internacionais apresentam uma perspetiva positiva para a dívida soberana portuguesa, antecipando assim futuras subidas de rating”, aponta a nota divulgada esta sexta-feira, pelo gabinete de Mário Centeno.

No comunicado, as Finanças indicaram que a Fitch “acompanha as perspetivas do Governo para o saldo orçamental, assim como a trajetória de redução sustentada do rácio da dívida pública e uma estratégia de gestão da dívida prudente”, destacando a “robustez do sistema bancário”.

De acordo com o gabinete de Mário Centeno, a agência norte-americana “reitera a confiança nas opções de política económica e orçamental do governo”, apontando como “pontos fortes da economia portuguesa, em comparação com outras economias com a mesma notação, a manutenção da estabilidade política e institucional e o maior nível de rendimento per capita”.

A Fitch refere ainda, de acordo com as Finanças, “a importância do pagamento antecipado de 2 mil milhões de euros ao Fundo Europeu de Estabilização Financeira e a redução das responsabilidades contingentes.”

Dois níveis acima de “lixo”
Ao manter a notação em triplo B, a agência Fitch está, a par da Standard & Poor’s, a avaliar a dívida soberana de longo prazo no penúltimo nível da categoria de investimento considerada não especulativo.

A melhor classificação até agora é da DBRS que, foi de resto, a única a manter o país ligado à “maquina” do Banco Central Europeu permitindo o acesso ao programa de compras lançado por Mário Draghi para aliviar a pressão especulativa sobre a dívida portuguesa.

A agência canadiana subiu o rating de Portugal no passado dia 04 de outubro, em vésperas de eleições legislativas, para três níveis acima de “lixo”, o mais elevado em oito anos.

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