//Lucro do Banco Best sobe 18% para 3,6 milhões em 2018

Lucro do Banco Best sobe 18% para 3,6 milhões em 2018

O Banco Best, do Novo Banco, registou um aumento de 18% no seu lucro líquido em 2018, para 3,6 milhões de euros, num ano em que os depósitos de clientes e o produto bancário cresceram 11%.

O produto bancário do Best atingiu os 19 milhões de euros e os depósitos de clientes os 546 milhões de euros, “num ano marcado por uma grande volatilidade e por fortes desvalorizações dos mercados financeiros”, refere o banco em comunicado.

“A estratégia de diferenciação, assente numa forte dinâmica de inovação, na independência da oferta e numa permanente proximidade com os clientes, são os alicerces dos resultados positivos do Best”, afirma Madalena Torres, presidente executiva do Best, citada no mesmo comunicado com os resultados do banco, divulgado esta segunda-feira.

O indicador dos custos de estrutura face ao produto bancário (rácio cost-to-income) melhorou 13 pontos base face ao ano anterior, fixando-se nos 69,4%, “não obstante os expressivos investimentos efetuados com um impacto direto nos custos operacionais, que, em 2018, apresentam um aumento total de 9 % face ao ano anterior”.

“A liquidez do Best registou um nível muito elevado no exercício de 2018, com um rácio de transformação de depósitos em crédito de 25,9%, mantendo-se, assim, este indicador ao nível dos melhores do mercado nacional”, adianta. O rácio de capital core Tier 1 – um indicador de solidez financeira – situou-se nos 40,3%.

Os ativos sob gestão situaram-se nos 2.000 milhões de euros e os fundos de investimento nos 738 milhões de euros.

Aposta na inovação

Em 2018, o Best modernizou alguns dos seus processos, nomeadamente o de abertura de conta por videoconferência, em que o banco foi pioneiro, e lançou um novo site com novas funcionalidades e com recurso a ferramentas de marketing digital.

Também foi o ano em que apresentou a Bea – Best Electronic Assistant, um assistente baseado em inteligência artificial (chatbot) desenvolvido em parceria com uma fintech portuguesa, que responde às questões dos clientes e tem capacidade de autoaprendizagem.

O banco foi ainda o primeiro a lançar uma solução de open banking no país – o ‘Best Open Banking’ – antecipando os serviços que os bancos vão passar a disponibilizar no âmbito da entrada em vigor de nova regulação – a diretiva europeia de serviços de pagamentos (PSD2).

Recentemente, o Best realizou a primeira operação de subscrição de um fundo estrangeiro em Portugal em ambiente de blockchain – uma tecnologia em que as transações são rápidas e seguras -, em parceria com o Credit Suisse Asset Management, através da plataforma internacional FundsDLT.

Em 2019, o Best vai apresentar o primeiro serviço em Portugal de robot advisor, “uma solução completamente digital de gestão discricionária de carteiras”.

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