//Ministro da Economia defende “parceria estratégica profunda” com EUA

Ministro da Economia defende “parceria estratégica profunda” com EUA

O ministro da Economia, Pedro Reis, disse esta sexta-feira que o investimento americano “é muito bem-vindo” e defendeu que Portugal quer construir com os Estados Unidos da América (EUA) “uma parceria estratégica profunda”.

“Que boa semana para relembrar que queremos construir com os Estados Unidos uma parceria estratégica profunda, num mercado que é essencial para nós todos e que os Estados Unidos é uma referência também nos gigantes tecnológicos, mas para todos os outros setores”, afirmou. O ministro da Economia discursava na inauguração do primeiro de seis edifícios do mega centro de dados da Start Campus, em Sines, no distrito de Setúbal.

“Que boa semana e que bom evento para testemunhar o quanto é fundamental um sinal de compromisso entre os Estados Unidos, Portugal e a Europa para uma agenda comum para o crescimento e para a aproximação comercial”, sustentou.

Momentos antes, também num discurso na sessão inaugural, o encarregado de Negócios da Embaixada dos EUA em Portugal, Douglas Koneff, realçou a importância não só deste investimento, como da “incrível parceria” entre Portugal e os Estados Unidos da América. “A nova administração desafiou-nos a tornar a América mais segura, forte e mais próspera e uma das razões pelo qual estou bastante entusiasmado é que este projeto [da Start Campus] garante-nos isso mesmo, tanto para Portugal como para os EUA”, referiu.

Dois dias depois de os EUA anunciarem tarifas sobre todas as importações, o ministro Pedro Reis insistiu que esta é também “uma boa semana para dizer que é bom para a economia mundial se não houver fronteiras” e que “o investimento americano é muito bem-vindo a Portugal”.

E, no seu entender, a agenda comum deve ser construída com base na “confiança, em vez de afastamento, com investimento, em vez de tarifas, com combate a barreiras, em vez de bloqueios, com liberalismo, em vez de protecionismo”.

“O mundo precisa e deseja uns Estados Unidos fortes, como motor e bastião, como sempre foram, do livre comércio, do investimento estratégico, da promoção, através da inovação, da competitividade, da abertura equilibrada e justa de mercados”, afirmou.

Considerando que o trabalho do anterior Governo PS “foi tremendamente importante” para o arranque do projeto da Star Campus, em Portugal, o ministro da Economia lembrou que este investimento “tem continuidade” e “tem futuro”.

“Agrada-me a coincidência, em período pré-eleitoral, de mostrar aos investidores externos e investidores estratégicos, como é tudo o que venha dos EUA, o quanto há continuidade em Portugal e que há interesse de Estado”, realçou.

Quando concluído, em 2030, o campus contará com seis edifícios e uma capacidade total de 1,2 GW, estando o acesso à rede assegurado, num investimento total combinado de 8,5 mil milhões de euros, explicou, em comunicado, a empresa.

De acordo com a Start Campus, o início da construção da próxima instalação, de 180 MW (Megawatts), está previsto para meados de 2025.

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