//Porto de Leixões com planos para aumentar a carga por via ferroviária

Porto de Leixões com planos para aumentar a carga por via ferroviária

O presidente do Porto de Leixões, Nuno Araújo, disse neste domingo à Lusa, antes de receber a ‘Portugal Railway Summit’, maior evento nacional do setor ferroviário, que a carga movimentada por comboio na infraestrutura aumentará, contribuindo para a neutralidade carbónica.

A Lusa questionou o presidente da Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo (APDL) nas vésperas de acolher, no terminal de cruzeiros, a Portugal Railway Summit 2022, organizada pela Plataforma Ferroviária Nacional (PFN), acerca de vários investimentos da empresa portuária no setor ferroviário.

Referindo-se ao terminal rodoferroviário da Guarda, Nuno Araújo indicou que o seu desenvolvimento “aumentará a quota de mercadoria movimentada pelo Porto de Leixões por ferrovia, contribuindo assim para alcançar os ambiciosos objetivos traçados rumo à neutralidade carbónica”.

“A ferrovia consome em média sete vezes menos energia e emite perto de nove vezes menos dióxido de carbono do que o transporte por rodovia”, lembrou o administrador portuário.

No porto de Leixões, que conta atualmente com cerca de seis quilómetros de vias-férreas no seu interior, a APDL ainda não administra o terminal ferroviário da Infraestrutuas de Portugal (IP), estando a aguardar pelo Governo, pensando Nuno Araújo que tal anúncio possa “estar para breve”.

Paralelamente, o porto de Leixões “tem atualmente em curso um plano de investimento que irá permitir duplicar a atual capacidade instalada na movimentação de contentores para cerca de 1,2 milhões de TEUs [unidade de medida]”, algo que “não poderá traduzir-se na mesma proporção ao nível do volume de camiões que hoje entram e saem” na infraestrutura.