//PSD pede reunião a ministro da Economia devido a despedimento no Grupo Polopiqué

PSD pede reunião a ministro da Economia devido a despedimento no Grupo Polopiqué

O presidente da Concelhia do PSD/Santo Tirso pediu uma reunião com caráter de urgência ao ministro da Economia e da Coesão Territorial devido ao despedimento de trabalhadores na Polopiqué, grupo têxtil sedeado no concelho.

Em comunicado divulgado este sábado, Ricardo Pereira disse estar “profundamente preocupado” com as notícias de despedimento na empresa que assume um “papel de grande relevância” na região.

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Esta semana, o jornal ECO revelou que o grupo têxtil Polopiqué iniciou um processo de reestruturação profunda para responder à quebra de receitas sentida nos últimos anos, agravada este ano.

O plano passa pelo encerramento de duas fábricas, reestruturação de dívida com a banca, venda de ativos e concentração nos negócios que geram maior rendimento operacional.

“Neste momento, o grupo tem cerca de 800 trabalhadores e este processo deverá levar à redução da força de trabalho, nesta fase de 280 trabalhadores, tendo em conta a insolvência de duas das empresas e os planos de revitalização, já aprovados, que atingem outras duas unidades”, adiantou o ECO.

Ricardo Pereira pretende uma reunião com o ministro da Economia e da Coesão Territorial, Manuel Castro de Almeida, do Governo PSD/CDS-PP, para “avaliar medidas que possam ser tomadas para mitigar os efeitos deste despedimento em massa, bem como discutir eventuais mecanismos de apoio aos trabalhadores e à comunidade local, incluindo alternativas que possam salvaguardar os postos de trabalho”.

Segundo o social-democrata, este despedimento terá um “impacto devastador” não apenas sobre os trabalhadores diretamente afetados e famílias, mas também sobre a coesão social e a economia local com repercussões muito significativas no tecido empresarial e comercial do concelho e da região.

Também a CDU de Santo Tirso, que manifestou total solidariedade com os trabalhadores afetados, considerou “inaceitável” que os trabalhadores sejam, uma vez mais, os primeiros a pagar o preço de opções que não são suas.

“Não aceitaremos que a crise sirva de pretexto para sacrificar trabalhadores. Estamos ao lado de quem luta pelo emprego, pelos salários e pela dignidade”, salientou a CDU numa nota publicada na sua página oficial de Facebook.

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