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As três unidades de produção de pasta de papel do grupo Altri – Celbi, Biotek e Caima – registaram “um recorde absoluto de produção e vendas” nos primeiros nove meses deste ano. A produção atingiu as 865,9 mil toneladas, um aumento de 4,5% face ao período homólogo de 2020, e as vendas totalizaram as 884,5 mil toneladas, mais 7%, com os mercados externos a absorverem 86% do total.
Esta performance foi alavancada na forte procura por pasta na Europa por parte dos produtores de papel, que conduziu à manutenção dos preços, e a um aumento de 4% em dólares já no terceiro trimestre deste ano.
O grupo Altri, que opera na área da produção industrial de pasta de papel e de energia elétrica através de biomassa, registou um volume de vendas de 635,5 milhões de euros nos nove primeiros meses deste ano, um crescimento de 35,3% face ao homólogo de 2020.
A atividade industrial apresentou vendas de 551,9 milhões de euros e a produção de energia contribuiu com 83,4 milhões para as receitas globais.
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O EBITDA atingiu os 207,6 milhões no período em análise, um aumento de 117,8% impulsionado pelos preços elevados da pasta nos mercados, diz o grupo liderado por José Soares da Pina no comunicado divulgado esta quinta-feira ao mercado.
Este crescimento dá-se numa altura em que os custos operacionais cresceram 14,3% face aos primeiros nove meses de 2020. Como refere no comunicado, registou-se “alguma pressão inflacionista de alguns custos como a energia, madeira (via aumento de importação) e químicos no último trimestre”.
Neste período, os lucros atingiram os 92,8 milhões, um aumento de 282,1%.
A dívida líquida nominal remunerada situava-se em cerca de 479,6 milhões a 30 de setembro de 2021, tendo a GreenVolt – a participada do grupo que opera no setor das energias renováveis e que se estreou em bolsa a 15 de julho -, ajudado à sua redução com os fluxos financeiros provenientes da Oferta Pública Inicial de ações.
“Em termos de atividade no segmento de pastas celulósicas, os nove primeiros meses deste ano foram os melhores de sempre em termos de produção, continuando o terceiro trimestre a mostrar uma performance excecional, estabelecendo um novo recorde do grupo em termos de EBITDA”, sublinha o CEO no comunicado.
José Soares da Pina adianta ainda que esta performance foi “obtida apesar das pressões sentidas quer nos preços da energia, quer no aumento do custo da madeira, a nossa principal matéria-prima, com um necessário aumento das importações”.
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