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A Boost IT vai começar, pela primeira vez, a desenvolver tecnologia dentro da própria empresa, revela o presidente executivo da tecnológica portuguesa ao Dinheiro Vivo.
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Bruno Ribeiro explica que este é “um passo natural”, após cinco anos de crescimento orgânico e “a mostrar ao mercado” competências. “Neste momento, temos uma maturidade e conhecimento do mercado que nos permite avançar neste sentido e enriquecer ainda mais o nosso portefólio”, afiança o gestor.
Sem detalhar que tipo de tecnologia vai a Boost IT desenvolver dentro de portas, Bruno Ribeiro conta que a tecnológica está “a trabalhar em vários produtos, um deles ligado à área de dados em real time [ao segundo].
“O desenvolvimento de tecnologia in house funcionará numa nova linha de negócio”, adianta o líder da companhia. Não obstante, Bruno Ribeiro não descarta a possibilidade de a Boost IT adquirir uma empresa para o desenvolvimento de tecnologia. “Estamos atentos a novas oportunidades de investimento que nos aportem valor e serviços que não possuímos”, afirma, quando questionado se o desenvolvimento de tecnologia in house surge através da aquisição de alguma empresa ou através da abertura de uma nova linha de negócio.
A nova linha de negócio será implementada “tanto no mercado nacional como internacional, a começar pelos clientes atuais”.
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De olho nos EUA e Israel
A decisão de começar a desenvolver a própria tecnologia ocorre num ano em que a Boost IT planeia recrutar mais 250 profissionais altamente qualificados. Este é um objetivo que, segundo o CEO da empresa, “reflete o compromisso de investir na equipa”, para melhorar a oferta da empresa, e reforça a estratégia de internacionalização.
“A nossa aposta é continuar a investir nos projetos de nearshore/extended teams em Portugal e no estrangeiro, mas também no crescimento da área de serviços ligados ao setor da transformação digital, e-commerce e cloud & analytics“, detalha Bruno Ribeiro, realçando que, este ano, o foco passa por uma “aposta forte” na Europa (fora de Portugal), em Israel e nos Estados Unidos, “ampliando a presença global e expandindo o nosso know-how para novos mercados”.
“A estratégia é continuar a trajetória de internacionalização, sem esquecer o mercado nacional. Planeamos continuar a apostar nos canais de venda já existentes, mas também aumentar a presença física nos mercados onde já possuímos clientes”, diz o CEO.
Atingir receitas de 32 milhões de euros é a meta
“Porém, realço que Portugal será sempre fonte de investimento e aposta. Este ano esperamos continuar a crescer tanto no mercado nacional como internacional”, acrescenta Bruno Ribeiro.
No final de 2022, o volume de negócios da Boost IT ascendia a 24,5 milhões de euros, mais 88% do que no ano anterior. Ora, para 2023, a previsão do gestor que lidera a tecnológica aponta para uma receita de 32 milhões de euros.
Como referido, para suportar o crescimento da operação, a empresa planeia contratar mais 250 pessoas, pelo menos. “A tipologia de perfis onde sentimos uma maior necessidade de contratar passa por perfis ligados a dados (data engineers e data scientists) e cloud (devops, dataops e cloudops), entre outros”, refere o gestor. Bruno Ribeiro não ignora que existem dificuldades em atrair e reter talento, mas, ainda que sem detalhar, diz que a empresa está preparada.
Criada há cinco anos, a Boost IT integra a holding Nexus Capital, que tem participações em várias tecnológicas e que somou uma faturação global de 26,5 milhões de euros em 2022. Atualmente com seis escritórios em Portugal, além de ter instalações na Malásia, Filipinas e na região do Báltico, a tecnológica fornece serviços de outsourcing, recrutamento especializado e nearshore a outras empresas. “A maior parte dos nossos clientes são empresas internacionais com plataformas digitais e de e-commerce. Contudo, o nosso portefólio de clientes tem-se expandido para setores como o financeiro e dos seguros, onde temos crescido muito”, conclui.
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