A Jaguar Land Rover (JLR) está a equacionar despedir milhares de colaboradores no início do próximo ano, uma medida de um plano de corte de 2,5 mil milhões de libras (2,7 mil milhões de euros). A fabricante britânica estipulou a redução de encargos em mil milhões de libras (1,1 milhões de euros) num prazo de 18 meses.
A JLR, que emprega 40 mil pessoas no Reino Unido, foi prejudicada pela crescente quebra na procura de veículos a diesel, pelas fracas vendas na China e pelos custos de preparação para a saída da Grã-Bretanha da União Europeia.
Em janeiro, a empresa irá delinear o plano de redução de custos de curto prazo, que incluirá perdas de empregos que chegam aos milhares, avança o Financial Times com base em fontes próximas à JLR.
O grupo já eliminou mil postos de trabalho na sua principal fábrica, em Solihull, e reduziu as horas de trabalho noutras unidades.
Os analistas estão a apontar para a perda de cinco mil empregos para que o negócio da maior construtora de automóveis britânica possa sobreviver.
“Ou avança ou morre”, diz Robin Zhu, analista da Bernstein em Hong Kong, que cobre a JLR. “A JLR tem sido mal administrada nos últimos anos, com custos excessivos, e tem apresentado produtos dececionantes no mercado”, adianta.
A marca Jaguar vende vários veículos utilitários desportivos que competem diretamente com os seus modelos Land Rover, enquanto dois dos seus veículos Range Rover de gama média – o Velar e o Range Rover Sport – têm sobreposições significativas.
Estes planos surgem após um ano tumultuoso para o grupo britânico, que registou vários exercícios de forte crescimento depois da Tata Motors ter comprado a empresa.
As vendas nos três meses até setembro caíram 13%, com todas as grandes regiões – Reino Unido, EUA, China e Europa – a registar uma desaceleração. Dos 13 modelos da JLR, apenas três – o Range Rover Velar, o novo Jaguar E-Pace e o elétrico Jaguar I-Pace – aumentaram as vendas. O Land Rover Discovery Sport, a estrela de vendas, viu a procura cair mais de 11%.
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