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A agência de notação financeira Moody’s vai monitorizar “de perto” a resposta do Governo “para desbloquear a transferência de fundos para o Fundo de Resolução para recapitalizar o Novo Banco”.
Frisa que “a transferência destes fundos é essencial para o Novo Banco garantir a manutenção de uma almofada de capital bem acima dos limites regulatórios mínimos, dadas as suas operações deficitárias”.
A Moody’s alerta que também está preocupada “com as implicações mais amplas do bloqueio de fundos estatais para o Fundo de Resolução para todo o setor bancário português”. “Os bancos portugueses são responsáveis pelo financiamento do Fundo de Resolução através de contribuições anuais”.
“Com base no compromisso publicamente declarado pelo Governo português, a nossa avaliação
do perfil de crédito do Novo Banco e, em particular da sua posição de solvabilidade, tem em conta que os 914 milhões de euros restantes ao abrigo do acordo de capital contingente ainda estão totalmente disponíveis para recapitalizar o banco no devido tempo para garantir a manutenção do seu rácio de capital CET1 igual ou superior a 12%”, refere a Moody’s numa nota divulgada hoje.
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“A interferência política no apoio ao capital do Novo Banco levanta preocupações sobre a efetiva disponibilização desses fundos para o banco de forma atempada”, adianta.
No dia 26 de Novembro, o Parlamento travou a transferência de 476 milhões de euros do Tesouro para o Fundo de Resolução, uma verba que estava inscrita na proposta do Orçamento do Estado para 2021 e que visava a recapitalização do Novo Banco.
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