O aumento dos impostos sobre os refrigerantes e bebidas com açúcar previsto no Orçamento do Estado 2020 é uma “forma encapotada de arrecadar mais receita fiscal”, afirma Gonçalo Lobo Xavier. O diretor-geral da APED criticou ainda a criação de uma taxa sobre as embalagens de plástico para take away dada a falta de alternativas.
“A APED, e a Direção-Geral de Saúde e a indústria no ano passado fizeram um esforço enorme no sentido da redução do açúcar e do sal numa miríade de produtos muito significativos e que fazem parte da alimentação diária dos portugueses e isso sim é que é uma medida de saúde pública e de sustentabilidade com efeitos muito práticos”, lembrou o diretor-geral da associação que representa os retalhistas, em entrevista ao Jornal de Negócios/Antena 1.
Na proposta do Orçamento de Estado 2020, que vai a votação na generalidade na sexta-feira 10 de janeiro, o Governo prevê um aumento da carga fiscal dos impostos especiais de consumo (IEC) sobre as bebidas com açúcar e refrigerantes, entre os 0,2 e 0,6 cêntimos no próximo ano.
“É uma forma encapotada de arrecadar mais receita fiscal”, considera Gonçalo Lobo Xavier.
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